Presidente do Supremo, Cármen Lúcia, toma decisão e aproxima Lula da cadeia

Magistrada que preside o Supremo Tribunal Federal (STF) consegue se manter firme em sua decisão, apesar de todas as pressões que a envolvem.

A atuação firme e destemida da presidente da mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro, ministra Cármen Lúcia, é cada vez mais presente e repercute de modo intensamente positivo perante a sociedade civil organizada do país. Cármen Lúcia tem à frente, o comando do Supremo Tribunal Federal (STF), muitas vezes, visto como “complacente” com os casos de Corrupção que envolvem autoridades da República que possuem foro privilegiado, que é a possibilidade de julgamento tão somente na Suprema Corte, se condenados, por serem detentores de mandatos eletivos.

Entretanto, conforme estão sendo dados todos os passos em relação aos inúmeros problemas verificados, em se tratando de crimes de “colarinho branco” e corrupção desenfreada no país, a ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), é vista como um “ponto fora da curva”, atualmente, em relação à maioria dos ministros da Corte, muito criticados pela população, principalmente, através de manifestações da sociedade como um todo e nas redes sociais.

‘Panela de pressão’
Ultimamente, a presidente do Supremo Tribunal Federal tem sofrido fortes pressões, tanto por parte de ministros da própria Corte, quanto por parte de emissários e parlamentares ligados ao ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O principal objetivo é que seja pautado em Plenário do STF, o julgamento que pode conferir uma alteração ou mudança de entendimento, em relação à possibilidade de prisão, após esgotados todos os recursos em segunda instância, em casos de condenados perante à Justiça.

Uma das principais ações tomadas por Cármen Lúcia trata-se de tirar de pauta quaisquer julgamentos relativos à prisão em segunda instância. Outra medida foi excluir de análise na Corte um habeas corpus preventivo ajuizado pela defesa do ex-presidente petista.

Cármen Lúcia também foi contundente ao não aceitar receber em audiência o advogado de Lula, Sepúlveda Pertence.

As pressões por parte de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) também são muitas. A magistrada conseguiu superar a pressão exercida pelo ministro decano da Suprema Corte, Celso de Mello, que possui laços de amizade juntamente ao advogado de Lula e ex-ministro do STF, Sepúlveda Pertence. A decisão tomada pela magistrada mineira foi não pautar a votação em relação à mudança de entendimento da Corte, firmado em votação em 2016, com referência á prisão de condenados, após julgamentos em Tribunais de segunda instância. Alguns ministros do Supremo já entendem que não devem se sobrepôr à determinação de Cármen Lúcia e apresentar qualquer habeas corpus, que possa direta ou indiretamente, favorecer ao ex-presidente Lula.

 

Via: blastingnews