Procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, alerta e põe Supremo contra ‘parede’

Coordenador-geral da Operação Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, foi contundente, durante comemoração dos quatro anos da operação anticorrupção.

Um dos mais respeitados e destacados procuradores da República e membro integrante do Ministério Público Federal no estado do Paraná, Deltan Dallagnol, foi contundente durante um encontro que comemorou os quatro anos de existência da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do Brasil e reconhecidamente uma das maiores operações já desencadeadas em todo o mundo, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Dallagnol é o coordenador-geral da Operação Lava Jato na força-tarefa de investigação sediada em Curitiba, no Paraná. Vale lembrar que a Lava Jato é conduzida em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, capital do estado.

Deltan Dallagnol se manifesta sobre atual conjuntura

No encontro realizado nesta sexta-feira (16), na Procuradoria Regional da República da Quarta Região, em Porto Alegre, capital gaúcha, o procurador Deltan Dallagnol fez um prognóstico “sombrio” se o Supremo Tribunal Federal (STF) mudar o entendimento e a atual jurisprudência, em se tratando da manutenção da possibilidade de decretação de prisão para condenados, após esgotados os recursos judiciais em Tribunais de segunda instância.




 

O coordenador-geral da força-tarefa de combate à corrupção da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, foi enfático ao considerar que a maior ameaça à operação atualmente é a possibilidade de discussão sobre mudança de entendimento em relação à prisão em segunda instância. De acordo com o pensamento expressado pelo procurador da República, precisa-se ter em mente, que a discussão do momento a respeito da prisão, não afetaria somente os crimes de corrupção, mas também homicídios ou crimes de roubo.




Dallagnol foi ainda mais longe ao classificar que se a possibilidade de prisão for executada após uma decisão em segundo grau, tenderíamos a ter processo e resposta à sociedade civil organizada, dentro de um tempo considerado razoável, já que se vier a ocorrer depois, seja em terceira ou quarta instâncias do Poder Judiciário do país, o momento relacionado à prisão e a resposta que a sociedade brasileira espera, será enviada para as calendas gregas.

A reunião de procuradores contou também com a participação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela destacou mais cedo, durante o encontro, que uma busca por resolutividade seria considerada uma estratégia prioritária de sua gestão a frente do comando do Ministério Público Federal. O encontro sediado em Porto Alegre, nos dias 15 e 16, reuniu pela primeira vez, coordenadores de grupos de procuradores que buscaram troca de informações e discussão de trabalhos, com representantes de forças-tarefas de Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF) e Porto Alegre (RS). 

 

Via: blastingnews

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