Proposta de Dodge deixa ministro da Defesa ‘furioso’ e grave discussão acontece

Ministro Raul Jungmann rebateu argumentos da procuradora-geral da República.

A procuradora-Geral da República Raquel Dodge evidenciou, logo após a morte da vereadora do PSOL, Marielle Franco, que as investigações sobre o caso devam ser federalizadas. A chefe do Ministério Público Federal  (MPF) deseja que a Polícia Civil fique fora do caso e a Polícia Federal assuma a condução dos processos.

No entanto, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, mostrou desagrado com as considerações feitas pela procuradora e avaliou que isso não seria cabível. O ministro explicou que o fato de tirar as investigações da Polícia Civil faria com que o órgão perdesse credibilidade, podendo até trazer conflitos entre as entidades.

O ministro também explicou que a Intervenção Federal no Estado do Rio de Janeiro mostra que as policias já estão federalizadas, não havendo motivo de excluir a Polícia Civil  desse caso.

Jungmann disse que conversou pessoalmente com Dodge parar tratar dos argumentos feitos pela procuradora e rebateu as afirmações. Além do mais, excluir a Policia Civil do inquérito vai contra o objetivo da Intervenção Federal, que é justamente para retomar o poder das polícias que atuam no Rio.

Raquel Dodge chegou a pedir que a Polícia Federal adote medidas necessárias para tratar do assassinato da vereadora. Caso Dodge ainda mantenha a posição de que a PF deve assumir o caso, deverá ser feito um pedido no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O presidente da República Michel Temer também afirmou que a PF deva ficar a disposição do interventor Braga Netto, comandante da operação federal no Rio.

Assassinato
A vereadora do PSOL Marielle Franco foi morta nesta última quarta-feira, 14 de março. Ao lado da vereadora estava o motorista, Anderson Pedro Gomes, que também acabou falecendo na ação dos criminosos. A polícia trabalha com a hipótese de execução, pois o carro foi atingido com nove tiros.

O fato que pressionou o governo de Temer foi que no momento de completar um mês de intervenção federal no Estado, acontece a morte brutal da vereadora. Autoridades tentam investigar o que teria motivado o crime. O Estado do Rio de Janeiro passa por momentos turbulentos envolvendo crise política, econômica e de segurança pública. A sociedade clama por uma solução.

A morte da vereadora trouxe diversos protestos pelo País. Autoridades como a presidente do Supremo Cármen Lúcia prestaram solidariedade aos familiares das vítimas. Alguns famosos também se manifestaram.

Via: blastingnews