PT se surpreende com decisão de Dias Toffoli sobre prisões em segunda instância

O ministro do STF assumirá em setembro a presidência da Corte. No entanto, segundo a “Folha”, não colocará em pauta prisão em segunda instância.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, assumirá em breve a presidência da Corte. Toffoli, assim como os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, costuma atribuir críticas as investigações da Lava Jato. Com a possibilidade da presidência, o ministro está sendo visto como um dos nomes que podem tirar o ex-presidente Lula da cadeia. Além de ter um “pé atrás” com a Lava Jato, Toffoli também foi ex-advogado do Partido dos Trabalhadores.

Nesta última quinta-feira, 19 de julho, o PT foi surpreendido por uma decisão de Toffoli. Segundo informações do portal “Folha de S.Paulo”, o ministro teria deixado claro que não tratará sobre prisões após condenação em segunda instância no momento em que assumir a presidência do STF.

O partido de Lula tentou diversos recursos para colocar em pauta a questão das prisões em segunda instância, Lula foi condenado pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a 12 anos e um mês de cadeia.

O objetivo do partido é que seja anulada a condenação. Os advogados de defesa de Lula frisam que o petista não deveria ser condenado e cancelar as prisões em segunda instância significaria liberdade ao ex-presidente. No entanto, Toffoli teria deixado claro que não tratará do assunto quando assumir, em setembro, a presidência. De início, o ministro não colocará o tema em pauta. Segundo “O Antagonista”, a soltura de Lula não será tão breve por Toffoli.

Além do mais, após sinalizar que não tratará sobre o tema, Toffoli também enfatizou que não levantará nenhuma liminar colocada pela defesa do petista ainda este mês, caso esteja em plantão no Supremo.

Desembargador tentou soltar Lula
Antes das eleições, a defesa do petista tenta a todo custo tirar Lula da cadeia. Recentemente, o desembargador do TRF-4, Rogério Favreto, durante exercício de plantão, concedeu habeas corpus ao petista. No entanto, o caso trouxe repercussão com o posicionamento do juiz federal Sergio Moro sobre o caso. Houve uma “guerra de liminares” e no final das contas, Lula continuou preso.

Na ocasião, até a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, foi acionada. O objetivo seria para estabelecer paz entre magistrados. O presidente do tribunal, Carlos Thompson Flores, deu a palavra final e não concedeu habeas corpus ao petista.

Logo em seguida, a presidente do STJ, Laurita Vaz, cancelou mais de 140 pedidos em prol de Lula. A defesa do petista provavelmente buscará outras táticas para tirar Lula da cadeia.

Fonte: blastingnews

     

Gostou? Compartilhe!

  • 4.7K
    Shares