Questionado sobre sua imparcialidade, Moro rebate: ‘Críticas profundamente injustas’

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, foi questionado em um evento do Estadão, nesta quarta-feira (25), sobre sua imparcialidade nos processos. O magistrado foi bem contundente e deixou claro que todas as suas decisões alcançaram vários partidos políticos. O PT pode ter sido o mais sentido devido estar no poder recentemente.

De acordo com o juiz, essas críticas consideradas por ele injustas são nada mais nada menos que um álibi político. Eles querem justificar que as condenações de seus políticos foram orientadas. Porém, tudo aconteceu diante de provas e confirmações de instâncias superiores.

Moro falou que um juiz pode sim se equivocar diante de algum caso. Isso é normal: “Ninguém é perfeito”, comentou. Mas o juiz afirmou que em todas as suas decisões sempre buscou a transparência e pretensões de agir corretamente. Moro ressaltou que as decisões afetaram vários partidos políticos e, por essa razão, não concorda com as críticas injustas sobre sua imparcialidade.

STF
Perguntado por jornalistas sobre as atuações do Supremo Tribunal Federal (STF), Moro preferiu não se pronunciar. Ele afirmou que, como magistrado, não teria atitude apropriada de criticar decisões do STF. O promotor Marcelo Mendroni do Ministério Público de São Paulo fez diferente. Ele não poupou os ministros da Corte e fez duras críticas.

Segundo o promotor, as decisões monocráticas dos ministros, desobedecendo a jurisprudência do tribunal, são equivocadas. Para ele, os ministros se sentem os donos da Lei e isso não é uma atitude louvável.

Prisão em segunda instância
Ao entrar no assunto sobre prisão após condenação em segunda instância, Moro defendeu que foi um fator fundamental para as investigações. Ele defende que os presos já comecem a pagar por seus atos. O advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira foi contra Moro e disse que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) é que deveria dar a palavra sobre a prisão. Moro retrucou dizendo que isso não se resolve. O STJ está atolado de processos e isso só faria com que os criminosos ficassem soltos aguardando seus recursos.

Fonte:O ANTAGONISTA

     

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