Raquel Dodge Fortalece A Lava Jato E Vai Implodir O Plano Para Reeleger Temer

O novo ano começa de forma altamente negativa para a chamada Operação Abafa, criada pelo Planalto e pelas lideranças políticas para inviabilizar a Lava Jato, conforme denúncia feita em setembro de 2016 pelo ministro Medina Osório, ao deixar o cargo de Advogado Geral da União e conceder uma bombástica entrevista à revista “Veja”.

Um ano e quatro meses depois, as últimas movimentações no xadrez dos três Poderes demonstram que a Lava Jato está conseguindo superar as manobras palacianas e vai continuar dando as cartas na política durante o ano eleitoral de 2018, através da atuação vigorosa da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e do apoio da Polícia Federal, agora dirigida por Fernando Segóvia.

SEM NOVIDADE – Para a “Tribuna da Internet”, não há novidade. Desde a nomeação da substituta do procurador Rodrigo Janot, informamos aqui no blog que o presidente Michel Temer estava totalmente enganado ao julgar que Raquel Dodge ajudaria na Operação Abafa. Explicamos que as divergências dela com Janot eram apenas em relação à política interna da Procuradoria, não haveria recuo no combate à corrupção.

Da mesma forma, a posse do delegado Fernando Segóvia na Polícia Federal não teria qualquer resultado negativo para a Lava Jato, que são consideradas ponto de honra pela corporação, não há como boicotar as investigações.

LOGO NO INÍCIO – Raquel Dodge tomou posse em 18 de setembro e duas semanas depois, no dia 2 de outubro, foi logo mostrando serviço, ao pedir autorização do Supremo para ouvir o presidente da República no inquérito que investiga se houve corrupção na edição de um decreto do setor de portos.

O inquérito fora aberto em setembro, a pedido de Janot, e o relator é o ministro Luís Roberto Barroso, que não deixou por menos, ao autorizar o inquérito. “A ninguém deve ser indiferente o ônus pessoal e político de uma autoridade pública, notadamente o Presidente da República, figurar como investigado em procedimento dessa natureza”, afirmou Barroso, ao abrir investigação contra o presidente pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro por conta do decreto que beneficiou a empresa Rodrimar, que atua no porto de Santos.

Este novo inquérito contra Temer está em andamento e deve provocar a terceira denúncia de Temer no Supremo, em pleno ano eleitoral.

TRABALHO ESCRAVO – Duas semanas depois, em 18 de outubro, Raquel Dodge levou o Planalto novamente à loucura, ao recusar apoio à portaria do então ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, classificada por ela como “um retrocesso à garantia constitucional de proteção à dignidade da pessoa humana”.

Os três mosqueteiros Temer, Padilha e Moreira (que eram quatro quando Geddel ainda participava) ficaram possessos, porém não passaram recibo. Foi redigida uma nova portaria, o ministro Ronaldo Nogueira pediu demissão, vida que segue, diria nosso amigo João Saldanha.

Mas no final ano, o Planalto sofreu mais uma pancada desmoralizadora de Raquel Dodge, ao pedir liminar contra o decreto do indulto de libertava mais da metade dos réus da Lava Jato já condenados em segunda instância.

por: tribuna da internet

       

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