Raquel Dodge promete surpresa ao enfrentar Aécio Neves no Supremo

Procuradora enviou pedido ao Supremo Tribunal Federal sobre acusações envolvendo o senador.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifestou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre casos de Corrupção envolvendo o senador tucano Aécio Neves. Em um áudio gravado, político foi pego em flagrante com o empresário da empresa JBS, Joesley Batista. Aécio é acusado de pedir a quantia de R$ 2 milhões de propina e também de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

Raquel Dodge não deixou o caso do senador do PSDB de lado e na manifestação ao Supremo pede que o senador se torne réu por corrupção. O pedido de Dodge poderá abrir uma grande investigação contra Aécio. Na próxima semana será discutido entre os ministros do STF se o tucano se tornará réu.

O ministro Marco Aurélio Mello colocou em pauta a discussão do caso na Primeira Turma.

Dodge disse que Aécio se utilizou do cargo na política para atingir “objetivos espúrios” envolvendo crimes de corrução e obstrução de Justiça na Lava Jato através das delações premiadas feitas pelos executivos da JBS.

A denúncia da Procuradoria se iniciou com o ex-procurador-geral Rodrigo Janot. No ano passado, a irmã de Aécio Neves, Andrea Neves da Cunha, o primo do senador Frederico Pacheco de Medeiros e o ex-assessor Zezé Perrela foram denunciados.

Dodge explicou que a atitude de Aécio indica um forte comprometimento com atos ilícitos a fim de ”salvar” seus colegas próximos e agindo de forma contrária a sua atividade de parlamentar. Ao que tudo indica, a Procuradoria seguirá firme contra Aécio e os outros denunciados.

A surpresa de Dodge ao senador acontece logo depois da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Resposta da defesa
O ministro Marco Aurélio recebeu uma nota da defesa do senador sobre as acusações. O advogado Alberto Zacharias Toron disse que Aécio é vítima de uma emboscada, arquitetada por criminosos confessos. É citado que o ex-procurador Marcelo Miller teve participação ilícita no caso, prejudicando o senador.

Sobre o valor de R$ 2 milhões, a defesa disse que não se tratava de dinheiro público, mas, sim, de um “empréstimo pessoal”. Por fim, a defesa avalia que não houve crime ou ilegalidade por parte de Aécio.

O senador foi um dos candidatos à Presidência da República no ano de 2014. No entanto, perdeu para Dilma Rousseff, que em seguida sofreu impeachment.

A prisão de Lula deixou investigados na Lava Jato assustados, pois os processos começam a ganhar mais peso e a busca pelo fim da impunidade atinge os políticos.

Via: blastingnews

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