Raul Jungmann ofende o povo ao falar que seria uma “tragédia” se as Forças Armadas fossem para o confronto

Em entrevista à GloboNews o ministro da Defesa, Raul Jungmann, mostrou que não se importa com a defesa da população civil:

As forças Armadas, pelo prestígio e legitimidade que elas têm, passam a assumir um papel que, de fato, elas não podem corresponder. Vou dar um exemplo, para ficar bem claro. Você viu esses tiroteios que ocorreram na Rocinha. Se as Forças Armadas, que são preparadas para destruir, para enfrentar o inimigo, que tem armamento de alta capacidade destrutiva, se elas fossem fazer isso na Rocinha, você ia ter uma chacina, uma tragédia.

Mas é essa a ideia, Jungmann?

Que seja uma tragédia se abatendo sobre os criminosos para reduzir a tragédia que se abate sobre a população civil.

Se num dia for divulgado que 100 bandidos morreram em confronto com o Exército, o povo sofrido não irá considerar isso uma tragédia. Mas um alívio.

Ele ainda disse:

As Forças Armadas podem ajudar, podem apoiar, mas o papel fundamental é das polícias. O problema da Segurança não vai ser resolvido pela Defesa. Ela pode ajudar. No Rio de Janeiro, está ajudando. Mas, de fato, o problema da Segurança tem que ser resolvido na Segurança, e não na Defesa.

Na verdade tem que ser resolvido pelo Estado – seja vindo de ações da Segurança como da Defesa.

Para o pagador de impostos, isso não imposta.

Deixe de ser arrogante e insensível, Jungmann.

 

Via: ceticismopolitico.com