Revoltado, Odebrecht promete soltar ‘bomba’ que destruirá sua própria família

O empreiteiro passa 12 horas diárias dentro de seu escritório, em Morumbi, São Paulo.

O empresário Marcelo Odebrecht viveu momentos conturbados dentro da cela da Polícia Federal. Agora, ao conseguir a prisão domiciliar ele tem a possibilidade de cumprir o resto de sua pena na sua residência, localizada no bairro do Morumbi, em São Paulo. A Justiça determinou que Odebrecht irá cumprir mais dois anos e meio de prisão domiciliar, sendo possível sair em dois períodos de 24 horas.

Com a nova rotina e longe da cela, Odebrecht está com uma grande obsessão. Sua nova forma de vida faz ele acordar antes das 8 horas e malhar por pelo menos 1 hora. Depois disso, o empreiteiro é encontrado dentro de seu escritório, lugar onde ele fica por cerca de 12 horas.

A obsessão é para encontrar novas provas que incriminem pessoas próximas a ele, pois ele acredita ter sido ”vítima” de uma emboscada. A quantidade de horas no escritório serve para ele averiguar todas as fontes possíveis da Odebrecht e juntar documentos para apresentar na Polícia Federal.

Aos seus amigos próximos, Odebrecht deixou claro que busca sair da cadeia ao apresentar novas provas. O empreiteiro acredita que carregou nas costas, sozinho, toda a corrupção que assombrou a Odebrecht. Ele deseja que seu pai, Emílio, e outros executivos da empresa também paguem o que ele pagou. O ato do empreiteiro poderá destruir até mesmo sua família.

Caso Odebrecht consiga comprovar crimes a outros membros da empresa e sua família, sua pena poderá diminuir em um ano e três meses. O empresário corre contra o tempo.

E-mails comprometedores
E-mails que foram encaminhados de Marcelo para a Polícia Federal seriam só parte de um grande esquema que o empreiteiro tenta solucionar.

 

No total, já foram mais dez petições que Odebrecht fez para incluir mais novos materiais para a PF.

O sistema utilizado pela Odebrecht é muito complicado, apenas no ano passado que a PF conseguiu acesso a documentos dos computadores. Um executivo da empresa foi até Curitiba, para conseguir acesso aos dados e entregar a PF. Inúmeras tentativas foram feitas até conseguirem entrar completamente no sistema. A Odebrecht utilizava um meio confuso envolvendo tokens e senhas.

 

É nisso que Marcelo trabalha todos os dias, tentando desvendar o sistema e conseguir ainda mais dados.

No momento, apenas o próprio Marcelo Odebrecht, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal tem cópia dos e-mails descobertos pelo empreiteiro.

Ao que tudo indica, a obsessão do empresário não acabará até ele conseguir incriminar e apresentar novas ”bombas” para a PF. 

Via: blastingnews

     

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