Romero Jucá cria projeto que irá beneficiar PMDB em R$ 550 milhões

Líder do PT Carlos Zarattini na Câmara dos Deputados crítica divisão afirmada na proposta de Jucá em favorecer seu partido PMDB
É impressionante meus amigos a tamanha cara de pau do líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que junto com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), são os que acumulam o maior número de pedidos de investigações, cinco ao todo. Tanto que segundo algumas notícias já publicadas pela imprensa, dizem que eles foram citados nos depoimentos de delação premiada dos ex-diretores da empreiteira Odebrecht da operação Lava Jato.

Mas o que chama minha atenção neste caso, é pouca vergonha da proposta apresentada pelo do senador Jucá, para financiar as eleições em 2018, que segundo informações faria com que seu partido PMDB, recebesse a maior quantia entre outros partidos, cerca de R$ 550 milhões dos R$ 3,5 bilhões previstos para o fundo eleitoral, isso caso sua proposta seja aprovada. Esse meus amigos, com toda certeza é um tapa na cara da sociedade, e um dos maiores motivos pelos quais a proposta de Jucá tem recebido inúmeras críticas, em especial do PT (Partido dos Trabalhadores). No entanto, o PT teria mais recursos do fundo que o PSDB, que todos sabem é aliado do governo Michel Temer (PMDB). De acordo com a proposta, o PT abocanhariam cerca de R$ 380 milhões, e o PSDB, cerca de R$ 343 milhões.
A realidade é que está proposta é mais uma farra com o dinheiro público, tanto que o líder do PT na Câmara dos Deputados, Carlos Zarattini (SP), criticou a divisão afirmando que: “A proposta do Jucá quer favorecer o PMDB. O ideal é ter como base o número de votos nas últimas eleições. Do jeito que está, a eleição de um deputado no Acre terá o mesmo peso de um eleito em São Paulo, que precisa de muito mais votos para se eleger”.

Já em um breve comentário do cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marco Antônio Teixeira, disse que apesar de ser necessário uma alternativa à regra atual, que ele trata como “paliativa”, é preciso antes de tudo, rediscutir o modelo político do país.

(Conteúdo – Exame, jornal Estado de São Paulo)