Segundo revista, Lindbergh relata preocupação e teme prisão, caso Bolsonaro seja eleito

Senador petista termina seu mandato no final do ano e não conseguiu se reeleger.

Uma eventual vitória do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, já causa um certo temor no senador petista Lindbergh Farias. De acordo com uma publicação da revista Veja desta sexta-feira (19), assinada pelo jornalista Gabriel Mascarenhas, o petista não tem conseguido dormir e demonstra grande preocupação com o que vem pela frente.

Neste ano, mais propriamente em agosto, faltando dois meses para as Eleições, Lindbergh já estava com certa dificuldade para registrar a sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou supostos indícios de que o senador petista teria recebido R$ 700 mil, entre os anos de 2013 e 2014, para defender os interesses da construtora OAS no Congresso.

Conforme as acusações, seria uma forma de influenciar decisões da presidente cassada, Dilma Rousseff (PT) no governo dela.

De acordo com o jornalista da Veja, uma vitória de Jair Bolsonaro seria algo péssimo para o senador. Ele teria confessado a um amigo que está morrendo de medo de ser preso assim que o capitão assumir o governo do Brasil.

Atrito
Lindbergh e Bolsonaro tiveram um atrito na semana passada através do Twitter. Primeiro, o candidato do PSL questionou supostas fraudes em programas sociais do PT. O senador rebateu e disse para Bolsonaro não fugir dos debates, enviando um vídeo de Haddad chamando ele para uma conversa. No vídeo, o candidato do PT pede para o deputado federal contar o que ele fez no Congresso durante os 28 anos de mandato.

Bolsonaro reagiu com a hashtag #VaipraCuritiba, lembrando que o petista vive indo se encontrar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Superintendência da Polícia Federal da capital paraense.
Sem foro privilegiado
Vários parlamentares acabaram perdendo as eleições e terão pela frente processos para responder. Seus casos podem ser enviados para a primeira instância. Além de Lindbergh, outros nomes que perderam o foro privilegiado são: o presidente do Senado, Eunício de Oliveira (MDB), os senadores Edison Lobão (MDB), Garibald Alves Filho (MDB) e Romero Jucá (MDB). Na lista de deputados federais estão Alfredo Nascimento (PR), José Otávio Germano (PP), Lúcio Vieira Lima (MDB), Marco Maia (PT), Milton Mont (PR) e Zeca do PT (PT).

No caso de Lindbergh Farias, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu enviar o seu caso à Justiça Federal de Nova Iguaçu. Cada caso depende do tipo de delito e da origem do inquérito.

Via: blastingnews

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