Sergio Moro cobra de pré-candidatos 6 pontos no combate à corrupção

Nesta última quinta-feira, 23 de agosto, o juiz federal Sergio Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato, se pronunciou no 3ºSimpósio Nacional de Combate à Corrupção. O juiz esteve presente perante uma plateia de delegados da Polícia Federal. Assim também, o evento foi promovido pela ADPF (Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal) em Salvador, Bahia.

Segundo posicionamento do juiz, os pré-candidatos à presidência da República devem se comprometer com, no mínimo, seis itens no combate à corrupção. Moro voltou a lembrar que o compromisso dos políticos é prestar serviço para a sociedade. Sendo assim, necessário que estejam capacitados a driblar problemas sistêmicos como o da corrupção no Brasil.

Os seis itens defendidos por Moro foram estes:

firmeza em executar prisões após condenação em segunda instância;
ampliar padrões de governança para órgãos da administração direta;
não ser favorável a anistia em crimes de caixa dois eleitoral;
impedir que a Lei de Abuso de Autoridade tire a segurança de autoridades federais;
extinção do foro especial por prerrogativa de função para ações penais;
e, por fim, não utilizar a governabilidade como justificativa para tolerar a corrupção
O juiz de Curitiba ganhou grande notoriedade após colocar na cadeia grandes nomes da sociedade. O ex-presidente Lula foi preso por ordem de Sergio Moro e está cumprindo pena desde o dia 7 de abril.

Sergio Moro citou que a ideia de foro privilegiado é algo que contradiz o que seria “Lei igual para todos”. Então, o juiz é um grande crítico de casos de corrupção e já chegou a ser homenageado em várias partes do mundo pelo eu trabalho

Petistas queriam protestar
Entretanto, sabendo que Sergio Moro participaria da palestra, o grupo Movimento Lula Livre tentou protestar no Shopping Barra. Porém, o juiz Federal da Bahia proibiu a organização. Petistas culpam Moro pela prisão de Lula. O líder do partido foi condenado por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Fonte: FOLHA e BRASIL NO ATO

     

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