Sérgio Moro nega o “milésimo” pedido feito pelos advogados de Lula

 

O juiz Sergio Moro negou mais um, entre os vários e contumazes pedidos, da atrevida defesa do ex-presidente Lula. Ele decidiu nesta segunda-feira (6) que a perícia nos sistemas Drousys e MyWebDay, usados pela Odebrecht para gerenciar o pagamento de propinas, não poderá ser acompanhada pelos assistentes técnicos das defesas dos réus de um processo a que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva responde. A restrição vale também para os assistentes técnicos do Ministério Público Federal.

 

Moro, que é o juiz responsável pelos processos da Lava jato na primeira instância, decidiu em resposta a um pedido dos advogados do chefão petista, feito na semana passada. Eles questionaram a determinação da Polícia Federal de que os assistentes técnicos das defesas poderiam acessar os sistemas da Odebrecht “somente após a elaboração do laudo pericial”.

Para o advogado Cristiano Zanin e sua equipe, Moro deveria deixar claro à PF que os assistentes indicados pela defesa poderiam acompanhar “todo o trabalho pericial realizado pelo Setor Técnico-Científico do Departamento de Polícia Federal”. Mas na decisão de hoje o juiz foi enfático: “Não vislumbro qualquer problema no procedimento e, em princípio, não cabe o Juízo fixar procedimentos técnicos para a perícia. E o procedimento selecionado não viola a ampla defesa”, escreveu

A análise dos softwares foi determinada por Moro no dia 13 de setembro, após pedido da defesa de Lula em processo da Lava Jato no qual o petista é acusado de ter recebido propina da Odebrecht na forma de um terreno em São Paulo para o Instituto Lula –nunca usado pela entidade– e de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP). Em troca, o petista teria atuado para beneficiar a empresa em oito contratos com a Petrobras.

A Polícia Federal deve começar a perícia na sexta-feira (10), e os exames podem verificar se houve algum registro pela Odebrecht de suposto pagamento de vantagem indevida a Lula. A defesa do ex-presidente nega que ele tenha recebido a posse ou a propriedade dos imóveis, menos ainda em contrapartida a uma atuação em contratos da Petrobras.

 

*Com informações do portal UOL. e http://oelefante.com