Transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém representa uma guinada na política externa brasileira

Em entrevista a um jornal Israelense, o agora presidente eleito Jair Messias Bolsonaro não voltou atrás e manteve seu posicionamento de transferir a embaixada do Brasil em Tel Aviv para Jerusalém.

Na prática esse posicionamento representa um reconhecimento da nação Brasileira da soberania e estado de Israel, uma decisão diplomática que está se tornando aos poucos uma inevitável tendência em todos os países do mundo.

O presidente eleito fala em aproximar o Brasil de Israel a muito tempo desde antes de ser lançado como candidato a presidência em sua pré-campanha sempre deixou claro sua vontade de negociar com o estado de Israel parcerias que pudessem favorecer a nação brasileira.

A verdade sobre o estado Israelense é que sua posição geográfica é demarcada em uma região de muito conflito territorial e religioso.

Além disso, fora os entraves históricos o estado de Israel está situado em uma região de desertificação e mesmo assim mantém técnicas de cultivo e irrigação que são administrados pelo mundo todo.

Durante a pré-campanha o agora presidente eleito Jair Messias Bolsonaro foi até Israel e em ato solene fez questão de se batizar no Rio Jordão, lugar onde Cristo foi batizado.

A decisão do governo Bolsonaro com a transferência aproxima não só as parcerias comerciais com Israel, mas também com os Estados Unidos que recentemente tomou a mesma decisão.

Comunidade judaica no Brasil

A manutenção de sua decisão em transferir de fato a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém foi comemorada pela comunidade judaica no mundo inteiro.

Mas principalmente pelos judeus e descendentes que vivem no Brasil hoje a quantidade de judeus no Brasil segundo última estimativa do IBGE era de cerca de 110 mil judeus.

Esses laços com Israel são ainda maiores visto que em alguns estados tais como o estado de Pernambuco tem ligações históricas com a nação Israelense.

Pois foi no centro do Recife Velho onde foi construída a primeira sinagoga das Américas, local que ainda hoje é visitados e é um dos símbolos da fé, dos costumes e da imigração dos judeus no país.

A decisão do presidente eleito claro gerou críticas por parte de alguns opositores e principalmente de nações de maioria muçulmana do entorno daquela região que a muitos anos vem travando enfrentamentos diplomáticos e por que não dizer bélicos com Israel.

Argumentando que essa decisão põe país em uma suposta zona de exclusão das minorias pois estaria estimulando o ódio de radicais islâmicos no mundo todo.

Como se fosse possível evitar que o radicalismo fosse capaz de cometer alguma barbárie independente do posicionamento político do país.

Em claro gesto de solidariedade e reconhecimento internacional pela conquista nas últimas eleições, o primeiro ministro Israelense Beijamin Netanyahu foi um dos primeiros chefes de Estado a ligar para Bolsonaro parabenizando por sua conquista, e estuda vir ao Brasil para a posse que acontecerá em Janeiro de 2019

Uma possível parceria comercial e tecnológica entre Israel e Brasil seria segundo apontam muitos especialistas uma grande conquista do novo governo, já que no Brasil temos regiões que sofrem com a seca severa e as obras faraônicas do PAC, que previam a transposição do Rio São Francisco.

Além de não terem sido concluídas, causaram danos severos a natureza da Rio que hoje corre o risco de secar.

Esperamos que essa parceria seja exitosa e beneficie a todos os brasileiros.

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