TSE SUSPENDE PROPAGANDA DO PT SOBRE TORTURA

Segundo o ministro Luís Felipe Salomão, do TSE, a peça “ultrapassou os limites da razoabilidade e infringiu a legislação eleitoral”

O TSE suspendeu a propaganda eleitoral do candidato Fernando Haddad (PT), veiculada nos dias 16 e 17 de outubro, em que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) é apresentado como favorável à tortura.

De acordo com a decisão do ministro Luís Felipe Salomão, do TSE, a peça “ultrapassou os limites da razoabilidade e infringiu a legislação eleitoral”.

O magistrado acatou pedido protocolado pela campanha de Jair Bolsonaro (PSL).

“A distopia simulada na propaganda, considerando o cenário conflituoso de polarização e extremismos observado no momento político atual, pode criar, na opinião pública, estados passionais com potencial para incitar comportamentos violentos”, escreveu o ministro.

Salomão entendeu ainda que a peça televisiva tem mesmo potencial para “criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais”.

O programa veiculado na última semana pela campanha de Haddad apresenta discursos de Bolsonaro no qual ele demonstra sua admiração do presidenciável por Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel chefe de órgãos de repressão política durante o regime nos anos 70.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o programa repercutiu nas buscas do Google, que registrou um aumento repentino na procura do nome do militar reformado.

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