Vereadora que defendia os direitos humanos é executada com 4 tiros na cabeça

A vereadora foi morta com quatro disparos de arma de fogo à queima roupa. O motorista que conduzia o veículo também foi morto.

A vereadora Marielle Franco (PSOL) foi executada no final da noite desta quarta-feira (14), por volta da 21h30, no bairro de Estácio, na região central do Rio de Janeiro.

Segundo algumas informações sobre o caso, ela estava de carro na Rua Joaquim Palhares, localizada no bairro do Estácio. Algumas pessoas que presenciaram o caso relataram que um veículo emparelhou com o da vereadora e algumas pessoas realizaram diversos disparos de armas de fogo, acertando Marielle, que estava no banco de trás, com quatro tiros na cabeça. O motorista que estava conduzindo o carro também foi morto com três tiros na lateral das costas.

O deputado Marcelo Freixo, também do PSOL, compareceu no local e ficou surpreso com tamanha violência.

Segundo o parlamentar, a polícia tem que investigar o caso para tentar localizar os envolvidos no crime. Como o caso é recente, os policiais ainda não conseguiram localizar os envolvidos no crime.

No último sábado (10), Marielle criticou a ação da Polícia  Militar através de uma de suas redes sociais. Segundo ela, alguns PMs estariam agindo com bastante truculência durante abordagens. O caso acabou ganhando certa repercussão, mas os policiais envolvidos não foram punidos.

Rio de Janeiro
Nos últimos meses, a cidade tem registrado um aumento muito alto no número de roubos, furtos e assaltos à mão armada. Isso pode ser consequência da falta de investimento na área da segurança pública. Com isso, os criminosos se aproveitam para realizar todos os tipos de crime, pois sabem que a presença de policiais militares na rua é muito escassa.

Atualmente, o estado do Rio de Janeiro está passando por um grave problema financeiro.

Com isso, muitas áreas importantes acabam sendo afetadas, como a saúde, educação e segurança. Com a falta de verba, o estado não tem realizado muitos concursos públicos.

O último concurso para a Polícia Militar aconteceu no ano de 2014, com a disponibilidade de pouco mais de 6 mil vagas para o cargo. Segundo algumas informações sobre o caso, até o início deste ano boa parte dos aprovados ainda não foi convocada.

Luiz Fernando Pezão (MDB), que é o atual governador do Rio, comentou que não tem como formar novos policiais pela situação crítica que o estado está passando. Com isso, a criminalidade acaba aumentando.

Via: blastingnews

Gostou? Compartilhe!
  • 3.7K
  •  
  •  
  •  
  •  
    3.7K
    Shares