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Justiça

Liberdade sob risco? Fachin exige urgência em regular redes sociais

Liberdade sob risco? Fachin exige urgência em regular redes sociais

Ministro Fachin cobra urgência do Congresso para regular redes sociais

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, defendeu nesta semana que o Congresso Nacional avance com urgência na regulamentação das redes sociais no país. Segundo ele, é necessário criar “mecanismos de contenção democrática” para combater a disseminação da desinformação e enfrentar a falta de regras claras, que — segundo suas palavras — alimentam um modelo de negócios que ameaça os pilares da democracia.

Durante evento promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo, em Brasília, Fachin destacou o papel do Legislativo diante do cenário atual.

“O Congresso é hoje interpelado a discutir a regulamentação de tais plataformas. Por consequência, a criar legítimos mecanismos de contenção democrática dos impactos danosos das fake news”, declarou.

Paralelamente, o STF já analisa um processo sobre a responsabilidade civil das redes sociais pelos conteúdos divulgados por seus usuários. No entanto, a ação está atualmente suspensa após um pedido de vista feito pelo ministro André Mendonça.

Fachin também alertou para o que chamou de “populismo digital autoritário”, um fenômeno que, segundo ele, ameaça os valores das democracias ocidentais. O ministro afirmou que esse movimento explora algoritmos e a lógica de engajamento para amplificar o discurso de ódio em detrimento de ideias construtivas.

“Desenvolve-se o populismo digital autoritário, cujo tsunami está prestes a afogar as democracias ocidentais e as clássicas conquistas das liberdades. O ódio, infelizmente, vende bem mais que a solidariedade”, afirmou.

Ao final, Fachin reforçou que liberdade de expressão não pode ser confundida com ausência de responsabilidade. Para ele, há interesses econômicos por trás do funcionamento das plataformas digitais que lucram com a propagação de conteúdos extremos e desinformativos.

“Há um modelo de negócios que tem lucrado com esse estado de coisas e com a defesa irrestrita de todas as liberdades, mesmo quando isso compromete a própria liberdade”, concluiu.

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